sábado, 10 de novembro de 2012



Universidade Aberta do Brasil - UAB
Universidade de Brasília - UnB
Instituto de Artes
Licenciatura em Artes Visuais
Disciplina: Tecnologias Contemporâneas 3
Prof.: Christus Nóbrega
Discente: Rita de Cássia Macedo Curtis
Atividade: Resenha Crítica do filme: O Show de Truman, O Show da Vida.
                                                          Direção: Peter Weir
                                                          Roteiro: Andrew Niccol


          Abandonado pelos pais ainda bebê, Truman Burbank é adotado por uma rede de televisão e criado num mundo fictício. Até a cidade onde vive é um imenso cenário. Os amigos, sua esposa, vizinhos, todos são atores contratados. Sua vida é irreal e acompanhada por telespectadores de todo o mundo. Ele é um corretor de seguros, que vive permanentemente, sem saber, num reality show. As câmeras acompanham sua vida 24h por dia.
Mas, seu casamento não vai bem. Para piorar, ele sente-se constantemente vigiado. Decidi investigar se o estão espionando. Truman começa a perceber uma serie de situações estranhas, que aguçam mais suas dúvidas.  Depois de descoberta a farsa que era sua vida, um show de televisão, ele busca sua liberdade para viver verdadeiramente.
Enfrenta seu medo do mar, e começa a velejar em direção à sua emancipação, à liberdade. Sobrevive a uma tempestade provocada e chega, enfim, ao portão de saída. Após um rápido diálogo com Cristhof, que tentava persuadi-lo pela última vez, Truman executa sua saudação padrão (de muito sucesso perante o público), dizendo:
– “Caso não os veja de novo, tenham uma boa tarde e uma boa noite.” Acompanhada de uma enorme reverência e atravessa a porta levando ao delírio milhões de telespectadores que, de certa forma, também estavam se libertando.
O programa do show de Truman exibe diversos comerciais como o achocolatado favorito da esposa, ou a cerveja preferida de Marlon (melhor amigo). Também integrado ao merchandising do programa existe uma revista de vendas, com todos os produtos consumidos na cidade. Truman é um garoto-propaganda, mas ignora sua condição.
Podemos fazer uma relação do poder que à mídia exerce sobre os telespectadores, utilizando estratégias com noticias e programas teatralizados, onde o que vale é o faturamento da emissora, deixando a realidade ser questionável. É o ”vale tudo” para atrair o telespectador, cada vez mais, tratado como consumidor.
Assim fica claro, que todos nós vivemos cada dia mais, o show de Truman.